terça-feira, 16 de outubro de 2007

Ai, ai...é um pesadelo?

Por Patrícia Aguiar

O Padilha defende seu filme. Diz que Tropa de Elite não é facista e que o Estado brasileiro tortura seus presos. Há superlotação nas cadeias e os protagonistas que "residem" nestas, atores de delitos menores e crimes hediondos, freqüentam as mesmas celas. Em um sistema judiciário deficitário recebem as mesmas penas, por que sequer são julgados. E todo mundo sabe disso.( Programa Roda Viva ( 08/10 ), na TV Cultura ).

Na Folha de São Paulo, do dia 16 de outubro, no caderno Tendências / Debates, Reinaldo Azevedo, defende as cadeias superlotadas. Diz que São Paulo diminuiu a criminalidade nos últimos anos, porque prendeu mais. Acho que ele deve viver em algum universo paralelo, sei lá!

Não há decentes locações ou salários para professores, que dirá estímulos extras.
Os jovens cidadãos estão cada vez mais analfabetos políticos, de letras, de moral, de atitudes. Lembro vagamente de uma época em que falava-se em acabar com analfabetismo no Brasil, eram idos de 70/80, eu ainda jovem, uma criança. As "grandes soluções" da época eram o MOBRAL e o Telecurso 2ºGrau, veiculado pela Rede Globo. E o analfabetismo fincou raiz.

E tem o Etanol, as viagens do presidente pra África tentando afastar a China, nosso “joanete comercial”.

Na chamada da TV Cultura para o programa Provocações, de amanhã (17/10), é possível ouvir o apresentador Abujamra perguntar ao José Dirceu, seu entrevistado, algo como: _ Como é, passar do título de herói da ditadura, há chefe de corrupção de um governo? – ao que o ex-deputado federal responde – Nada foi provado contra mim.

Todos comentam sobre um firmado acordo para saída do Renan. Todos falam que o Presidente do Senado, vulgo “Teimoso”, está acabado! Voltará só para desfilar pelo Congresso.

Ai, ai...Acordos pelo poder, desfiles de ofertas de votos, revistas de nu para oportunistas, corruptos e a amoralidade, corruptíveis babando por dinheiro, corrompidos e a tão em voga falta de caráter partidários e o que mais for possível vender.

Ai, ai... que será deste país gigante e seus “pequenos” milhares de integrantes? Que será dos interesses coletivos ( esses mesmos, que acabam beneficiando um número maior de cidadãos quando bem executados ), substituídos pelos interesses único do capital, tão maléfico a todos e que como o efeito estufa já causa tanto mal, mas a médio e longo prazo, nos destruirá?

Ai, ai...e o que um novo jornalista no meio desta imprensa corruptível ( leia texto abaixo da minha colega Tatiana Melin, postado em 10/10/2007 ), pode esperar, produzir e/ou transfomar, desta realidade?

Um comentário:

Liana Vidigal disse...

Patrícia,
Gostei do do tema e do gancho para o texto da Tatiana.
As correções do seu texto farei em sala, ok?
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Liana