terça-feira, 20 de novembro de 2007

¿Por qué no te callas?

Por Romero Cruz

A 17ª Cúpula Ibero-americana de chefes de Estado e de governo só não foi um fracasso total porque aconteceu uma cena inusitada, protagonizada pelo Rei da Espanha Juan Carlos e o Presidente “camarada” Hugo Chávez.

A discussão começou quando Chávez criticava severamente o ex-primeiro ministro espanhol José María Aznar o chamando de facista e o atual primeiro ministros espanhol José Luis Rodríguez Zapatero pediu respeito a Chávez, pois, mesmo não concordando com as idéias do seu antecessor, Zapatero lembrou que ele foi eleito democraticamente pelo povo espanhol. O Presidente venezuelano não parava de falar e ouviu um “¿por qué no te callas?” do rei espanhol, que se retirou do encontro.

O marco desse episódio foi que pela primeira vez cara-a-cara alguém teve a coragem de tentar colocar Chávez no seu lugar. O Presidente venezuelano não se comporta diplomaticamente em suas aparições, desrespeitando chefes de Estado e organizações. Penso que sua tentativa é de despertar um sentimento nacionalista contra o mundo, alimentando sua ambição de se perpetuar no poder, O mundo é mau, eu Hugo Chávez sou bom, a Venezuela sou eu.

Chávez continua sua peregrinação pelo mundo juntando aliados contra o império do mal, os Estados Unidos. Em recente visita ao Irã depois do encontro da Opep, ele ameaçou os Estados Unidos com mais uma alta do petróleo, como só os americanos sofressem com isso. Será que ele não sabe que o mundo inteiro é prejudicado com sua falta de juízo?

A máscara do “ditador” Chávez está caindo, a população venezuelana já está se mobilizando, os estudantes (sempre eles) já estão indo às ruas protestar contra o domínio chavista. Os petrodólares do “camarada” Chávez não conseguem comprar uma população, que começa a gritar por uma democracia verdadeira, respeitando as instituições e a liberdade. Chávez, você não é a Venezuela, a nação é maior.

Um comentário:

Unknown disse...

A verdade é que Chavez está longe de entender como deve governar uma nação. A prova disto é o reflexo de suas atitudes inerentes ao de um verdadeiro líder político. Sem dúvida acredito que essa tentativa de estabelecer uma "ditadura barata" não vai durar muito tempo, pois como citado... a nação é muito mais forte. Obrigado!