quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Desigualdade social ou racial?

Por Tatiana Melim
Nessa última terça-feira, dia 20 de novembro, comemorou-se em algumas cidades o dia da Consciência Negra. Para muitos a data não passou de um simples feriado, porém as reflexões étnicas e sociais que diversos movimentos proporcionam nesse dia valem muito mais do que apenas estar de folga do trabalho.

No mesmo dia, li um artigo em que o título dizia: A desigualdade social no Brasil é definida pela diferença de raça. E eu, ao pensar sobre o assunto, não discordei de tal afirmação. Basta verificarmos os dados disponíveis.

Segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos), o ganho mensal dos negros pode ser até 52,9% menor do que dos não-negros. A fundação SEADE (Sistema estadual de Análise de Dados), também em estudos, mostra que os negros enfrentam dificuldades para ocupar os melhores postos no mercado de trabalho. Segundo a pesquisa cerca de 4,6% dos negros do estado de São Paulo ocupam cargos de direção ou planejamento, enquanto os brancos ocupam 18,2%.

Pode parecer absurdo que no país em que sua formação está totalmente ligada à mistura de raças ainda há índices como esses. É constrangedor, sobretudo intrigante, saber que em um mundo onde as pessoas se consideram tão avançadas, sempre descobrindo novas tecnologias, há ainda essa discussão e essa luta pela busca da Igualdade Racial.

A sociedade não precisa, por exemplo, de um crescimento de mais de 5% ao ano, e sim que esse crescimento se dê por igual. Porém, a sociedade também precisa entender que somos todos iguais e, por isso, poderia dar mais valor e entender mais esse movimento importante e que colabora na luta por um melhor desenvolvimento social.

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