sexta-feira, 24 de abril de 2009

Viva! Susan Boyle

Por Romero Cruz

De tempo em tempo aparece alguns exemplos que nos fazem refletir na vida. O Sucesso midiático que a notável Susan Boyle está vivendo depois de participar do reality show “Britain’s got talent” e visto mais de cem milhões de vezes nos deixam uma lição. Até onde nós somos nós mesmos?

Somos guiados a todo o momento por pensamentos como: Eu tenho você não tem. Eu sou você não é. Eu faço você não faz. Eu posso você não pode. As tendências estabelecidas são prontamente aceitas e nem sempre questionadas. Somos levados a sermos “assim”, a pensarmos “assados” numa atitude totalmente egocêntrica e biônica.

Pois bem, Susan Boyle entra em palco sendo motivo de chacota e deboche. Ela não se encaixava nos “padrões” estabelecidos. Ela tem 47 anos, ainda é solteira, está desempregada, mora num vilarejo lá na Escócia e a acham “feia”. Mas, foi só ela começar a cantar para deixar a muitos de boca aberta e reconhecerem sua “beleza”.

Que vergonha! Susan Boyle nos deixa envergonhados quando nos damos conta de quantas máscaras carregamos e impomos aos outros, na sua simplicidade e originalidade nos chama a uma reflexão interna e questionarmos os “padrões” estabelecidos. Quando questionada sobre o seu “jeito” ela nos questiona mais ainda: “Qual é o problema em eu ser Susan Boyle?”. O Jornal britânico The Guardian resumiu bem em uma só frase “É ela que é feia, ou somos nós?”
Obrigado! Susan Boyle.

Link para o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=j15caPf1FRk

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Um Feliz Natal! Um 2009 com muita saúde, paz e sucesso!
Em 2009 voltaremos a postar.

Abraço

terça-feira, 15 de julho de 2008

A justiça que não se entende

Por Romero Cruz

Nos últimos tempos a opinião pública vem se indignando com as decisões da justiça de mandar soltar acusados de crimes. É freqüente ouvir a frase “a polícia prende e a justiça manda soltar”. O exagero de liminares e habeas corpus por parte da justiça abre espaço para um questionamento: Ou a polícia investiga mal e prende mal ou a justiça não se entende e não cumpre a lei.

Os crimes cada vez mais bárbaros e chocantes, com imagens capturadas por câmeras deixam a todos estupefatos. Nunca tivemos tantas operações da polícia federal, só para lembrar algumas: Operação Afrodite, anaconda, hurricane, pandora, placebo, jaleco branco, sanguessuga e vampiro, desmantelando verdadeiras organizações criminosas.

Na semana passada, a polícia federal depois de quatro anos de investigações desencadeou a operação Satiagraha e pediu a justiça a prisão do banqueiro Daniel Dantas, do investidor Naji Nahas, do ex-prefeito Celso Pitta e de outros 14 acusados de integrarem suposto esquema de desvio de recursos públicos, evasão de divisas, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Vimos um festival de prende e solta, prende e solta, gerando uma crise no judiciário entre seus magistrados.

A impressão que se tem é que recursos tecnológicos como gravações e grampos, que ajuda muito as investigações não estão sendo considerados provas, ou seja, todos ouvimos diálogos cabeludos, vemos imagens de montanhas de dinheiro destinado a crimes e temos que fingir que somos cegos e surdos, e ainda nos querem mudos.

E não é só “graúdos” que não permanecem presos, nesta segunda-feira, a justiça do Rio mandou soltar o policial militar Marcos Parreira do Carmo, que matou com um tiro o estudante Daniel Duque Pittman de 18 anos, o policial estava fazendo um “bico” de segurança (o que a lei proibe) para o filho da promotora de Justiça Márcia Velasco. O detalhe é que O Tribunal de Justiça ainda não informou os motivos pelo qual o policial teve a liberdade concedida. Será que o policial não é capaz de imaginar que se ele atira em alguém esse disparo pode matar? Ou a vida do próximo não tem nenhum valor ou ele acredita que não será punido?

Espero que casos como esse não continuem a acontecer, pois muitos hoje só acreditam na justiça de Deus, espero que não cheguem a acreditar só na justiça das próprias mãos. O símbolo da justiça com olhos vedados e uma balança significa uma justiça imparcial e justa. Chega de advogados espertalhões que usam de brechas da lei para praticarem injustiças. Todos queremos ainda confiar na justiça.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Quando a moralização vai começar?

Por Romero Cruz

Quando somos crianças e fazemos algo errado somos repreendidos pelos nossos pais e na tentativa de uma melhor educação recebemos pequenos “castigos”, às vezes até tentamos argumentar, mas é importante o castigo como corretivo para reconhecermos o nosso erro para que não mais se repita.

Quando crescermos, aprendemos a viver em uma sociedade que tem regras e que se não cumpri-las de alguma forma seremos excluídos e punidos. Esse sistema está presente em varias sociedades e essas regras são influenciadas por características culturais e históricas de cada sociedade. Uma das regras mais antiga é o código de Hamurabi: Olho por olho dente por dente.

Os códigos são importantes dentro de uma sociedade e em um estado democrático temos as três esferas: Legislativo (que criam as leis), judiciário (que julga se as leis não estão sendo cumpridas) e o executivo (que deve fazer cumprir as leis). Teoricamente parece até simples a fórmula, mas quando essas esferas estão “adoecidas” pelo câncer da corrupção as coisas se complicam e muito.

No Brasil temos um congresso desacreditado pela população, os “senhores” que criam as leis e deveriam representar os interesses da população, acabam legislando em causa própria (aumentam seus próprios salários, contratam quem bem entendem...) e pasmem! Alguns são acusados de crimes (corrupção, tentativa de homicídios, sonegação de impostos...) quando deveriam ser exemplos do cumprimento das leis, e o pior é que ainda tem imunidade para responder por seus crimes.

O câncer da corrupção também chegou ao judiciário, onde temos denúncias de juízes envolvidos com verdadeiras quadrilhas criminosas acusados de vender sentenças judiciais favoráveis a criminosos e liberar das grades perigosos bandidos, desvios de verbas públicas entre outros crimes. Claro que não estou generalizando e temos excelentes magistrados que se preocupam com toda essa mancha no judiciário.

Quanto ao executivo, que administra toda a receita arrecadada dos impostos e que deveria trabalhar por uma vida melhor e mais justa da população, nunca antes na história desse país teve tanta denúncia de corrupção com o dinheiro público. Os resultados em obras para a população em saúde, segurança, infra-estrutura e etc. É lastimável e a reputação dos nossos políticos perante a opinião pública é a pior possível.

Para que essa situação comece a mudar a fórmula é a punição para os corruptos, rigidez e cumprimento das leis e a moralização de todas as esferas públicas. A sensação de impunidade é grande para aqueles que cometem crimes, principalmente se tem prestígio, status, poder político ou muito dinheiro. A farra dos habeas corpus (o direito de, ainda que preso por "justa causa", de responder o processo em liberdade) precisa acabar, até habeas corpus preventivo existe. Na democrácia a imprensa cumpre seu papel quando de maneira responsável denúncia irregularidades e exige apuração, mas também a população precisa se articular para exigir a moralização dos poderes públicos usando as ferramentas que a democracia permite.

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Para entender a lei

Por Romero Cruz

Muito se discute a notícia do momento, inclusive aqui no blog. Se me permitem vou retomar esse assunto e não apenas comentar o texto anterior da Tatiana Melim. Primeiramente, é preciso entender que certas leis surgem na tentativa de corrigir situações abusivas e inadmissíveis pela sociedade, que agride a “lei natural de convivência” de um povo, formada por uma cultura moral e histórica. Segundo, muitas “notícias” sobre a “lei seca” ou “tolerância zero” estão distorcidas seguindo opiniões de vários interesses.

Eu tive a oportunidade de morar por um tempo no estado de New Jersey nos Estados Unidos, lá há uma rígida lei no controle do consumo de álcool, e pude constatar os benefícios que esse controle trás para aquela sociedade. Baseado nessa experiência que escrevo sobre esse assunto.

A lei brasileira torna ilegal dirigir com concentração a partir de 2 dg (decigramas) de álcool por litro de sangue. A punição para quem descumprir a lei pode ser a suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo. Entendemos então que ninguém está sendo proibido de beber (“lei seca”), mas sim de dirigir embriagado, o resultado de álcool e direção todos já sabem.

Quando o estado “concede” uma carteira de habilitação ao cidadão, acredita que este cidadão “tem” plenas condições de conduzir o automóvel, moto, ônibus... Em segurança para todos. Devido a estatísticas e laudos concluímos que a união de direção e álcool não é boa para a segurança de ninguém. Quem duvida, que possa ouvir familiares de vítimas da violência do trânsito.

O ser humano tem uma tendência a resistir à mudança de comportamento, mesmo que essa mudança traga benefícios em longo prazo, preferem manter a sua “liberdade” esquecendo do mal que possa causar a si, e a terceiros. Os principais críticos da lei são donos de estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas e que tem entre seus principais clientes motoristas irresponsáveis e inconsegüentes.

Ouvimos muitas coisas boas dos países do “primeiro mundo”, uma delas são suas leis rígidas e cumprimento destas. Quem sabe poderíamos começar a imitar os bons exemplos de lá. É preciso parar e refletir entre uma punição antes de uma tragédia ou uma impunidade depois. Eu já fiz minha escolha.

terça-feira, 24 de junho de 2008

A lei da "Tolerância Zero"

Por Tatiana Melim

A lei “Tolerância Zero”, que prevê multa, apreensão do veículo, perda da carteira e até prisão do motorista que apresentar até 2 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a menos de um copo de chopp), foi aprovada na última sexta-feira (21/06).

Segundo reportagem da Folha On-line, após 3 dias de sancionada a lei, cerca de 42 pessoas foram presas em todo o país. Assim, a discussão a cerca do assunto começou a “estourar”.

Pois bem, todos concordam que alguma medida precisa ser tomada para diminuir os acidentes no trânsito. Mas, acreditar que ninguém mais vai beber e dirigir é ilusão. Não bastam leis que contribuem com mais arrecadação para a esfera pública, é necessário soluções mais trabalhosas como educação e conscientização que, claro, são mais caras do que aprovar uma lei.

Inclusive, seria perfeito se todas as leis fossem feitas para o benefício da sociedade e não em benefício daqueles que confundem o público com o privado e usam as leis para interesses próprios. Dessa forma, infelizmente, acabamos vivendo a “lei” do mais forte e ficamos com a sensação da injustiça e da impunidade.

Diversas vezes pensei: a lei me atinge e atinge aquele cara também que está sendo esculachado pela polícia, e este, por sua vez, tem a lei a seu favor. Não quero generalizar, pois claro que cada caso é um caso. Mas, acredito que muitos já passaram por essa sensação: injustiça e impunidade.

Então, basta analisarmos esse caso, tentarmos interpretar e entender o que é preciso ser feito. Precisamos enxergar além do lide* das matérias jornalísticas. Inclusive, é a intenção deste blog, tentar fazer algumas breves leituras sobre os fatos e abrir para a discussão democrática. Assim, nos perguntamos: uma lei irá resolver a questão?

*Lide: estrutura robotizada e ensinada nas escolas de jornalismo como padrão para apresentação de uma notícia. O lide corresponde às respostas que encontramos no primeiro parágrafo de uma matéria, no qual contém as respostas: O que? Como? Quando? Onde? Por quê? Quem?

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Preservar a memória

Revisitei a Estação Pinacoteca, no prédio onde funcionava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A arquitetura é bela, o edifício, projetado por Ramos de Azevedo, serviria à Companhia de Trens Sorocabana, mas sua finalidade acabou sendo a de abrigar o órgão de controle, responsável por coibir práticas "perigosas" que, como seu proprio nome diz, colocassem em risco a ordem política e social.
É impressioante pensar como se vivia, sob o jugo de um poder violento e de voz unilateral. Aos que tentavam reagir, prisões, torturas, deportações, morte. Um período sombrio e que pode ser sentido assim que entramos no prédio. As celas propriamente ditas ficavam em um "anexo", separadas do local onde as torturas eram levadas a cabo.É um lugar pequeno, mas nesses poucos metros a sensação de incômodo é grande, mesmo sendo um ambiente arejado e iluminado, provavelmente muito diferente do que era na época. As paredes foram encobertas com tinta cinza, não se pode mais ver o que os presos escreveram em seus momentos de desespero e solidão. Muitos documentos se perderam, pude ler em um jornal que estava à disposição que boa parte foi entregue ao público alguns anos depois da extinção do DOPS.
Nomes importantes do cenário político, cultural e religioso passaram por lá: Luis Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Raul Cortez, Ulisses Guimarães, Monteiro Lobato,D. Paulo Evaristo Arns. Há o nome deles registrado e acesso ao número do seu prontuário disponível no Arquivo Estadual. O espaço agora chama-se "Memorial da Resistência", nome que veio, a pedido dos ex-presos políticos, a substituir o poético e pouco apropriado "Memorial da Liberdade" .
É importante que ese local seja mantido, que a memória deste período importante da história recente do País seja preservada e que se busque entender os mecanismos através dos quais foi possível manter uma situação como aquela por mais de 20 anos.
Conheçam, vale a pena. Além do Memorial, há a exposição permanente " Direito à Memória e à Liberdade - a Ditadura no Brasil 1964-1985" e também exposições de arte temporárias. O endereço é Largo General Osório, no bairro da Luz. Funciona de terça a domingo, das 10 às 17:30 e a entrada é franca.

domingo, 18 de maio de 2008

Um breve texto, uma singela homenagem

Por Telma De Luca


Tinha dez anos quando li "Anarquistas Graças a Deus". Não sei bem o porquê, mas foi um livro que me tocou e marcou profundamente. Eu podia ver cada lugar descrito. As ruas antigas do centro, o bonde, as propagandas da época, programas de rádio, revistas. Talvez um pouco das memórias de minha família, também de descendência italiana e também de São Paulo, estivessem misturadas ali naquele texto.
Talvez eu reconhecesse minha avó naquelas palavras, a juventude de minha mãe.
A cada página, mais curiosidade e aos poucos o retrato daquela época tão distante ia se formando na minha cabeça de criança. As viagens para Santos, os carros, as roupas, eu poderia até mesmo sentir os cheiros daquela cidade, ainda distante de ser a metrópole de hoje.
Reli esse livro mais duas vezes e ele me tocou da mesma maneira.
Explicar? Não sei. Não sei se um catedrático daria a ele o título de excelência e nem me importa, uso esse espaço para prestar minha singela homenagem a Zélia Gattai, autora do meu primeiro livro "adulto".

domingo, 20 de abril de 2008

Berlusconi e a "esenzione del giornalismo"

Por Telma De Luca

É com uma certa preocupação que vejo a ascensão da direita na Itália. Berlusconi , o homem mais rico do país,volta ao poder dois anos depois, assumindo um país em crise. O que chama a atenção é o fato de ele ser dono de um império das telecomunicações, o Mediaset, que tem, entre outros negócios, canais de TV (Canale 5, Italia 1 e Rete 4, na Itália e Telecinco, na Espanha), cujos concorrentes são a estatal (mas ele não é o primeiro-ministro agora?) RAI e o LA7.

Há alguns anos que se discute o futuro da imparcialidade da imprensa diante da inclusão de empresas de comunciação em grandes conglomerados formados pelos mais diversos tipos de negócios. A empresa de comunicação apenas como mais um braço, mais um gerador de lucro. Até onde vai a postura isenta de uma empresa para falar da empresa da qual faz parte ? Ignacio Ramonet, diretor do Le Monde Diplomatique sempre traz essa discussão à tona, como eu mesma pude conferir ao assistir uma palestra sua em São Paulo. Segundo ele, a formação de conglomerados de comunicação prejudica a base do bom jornalismo, a isenção, a imparcialidade com as quais a imprensa deve sempre trabalhar, para que chegue às mãos dos leitores a notícia mais próxima possível do fato em si. Uso aqui a expressão "mais próxima possível" porque sempre que alguém escreve um texto, estão ali, nas entrelinhas e verbos utilizados todo um histórico de vida, um repertório que permeia aquele texto, assim como a angulação de uma foto pode levar determinada perspectiva a quem a vê. Ainda assim, o caminho ético do bom jornalismo é ater-se aos fatos, ouvir fontes, checar, fazer chegar ao leitor denúncias sérias de interesse público, casos de corrupção em empresas, desfalques, roubos, assim como resultados positvos, conquistas, atitudes socialmente responsáveis.

O que eu questiono é: quando se misturam o poder econômico, o poder executivo e o poder da mídia, o que pode acontecer ? Não vejo com bons olhos e me amedronta pensar que assuntos graves de interesse nacional podem ser simplesmente abafados em nome do bom funcionamento da "macchina". Pior, podem ser divulgados em nome de uma "pseudo-transparência", para depois serem abafados com um "Io non lo so".

P.S: Para saber mais sobre o tamanho do grupo Mediaset, visite a página deles: http://www.mediaset.it

sexta-feira, 18 de abril de 2008

A verdade que incomoda

Por Romero Cruz

Esse assunto que abordarei me faz lembrar uma cena do filme Tropa de Elite, onde oficiais se calam perante seus superiores, mesmo que suas considerações sejam plausíveis. Pois bem, na última quarta-feira, ao participar do seminário Brasil, Ameaças à sua Soberania, no Clube Militar, no Rio de Janeiro. O general Augusto Heleno, comandante militar da Amazônia, disse que é "caótica" e "lamentável" a política indígena brasileira, alertou para a uma ameaça à soberania nacional a reserva indígena contínua de 1,7 milhão de hectares na região de fronteira.

Para entendermos melhor, os militares questionam a criação de reservas indígenas em áreas de fronteiras, alegando sua inconstitucionalidade, já que a Lei 6.634, de 2 de maio de 1979, sobre faixa de fronteiras estabelece em seu artigo 1 que “É considerada área indispensável à segurança nacional a faixa interna de 150 km de largura, paralela a linha divisória terrestre do território nacional, que será designada como faixa de fronteira”. O artigo 2 estabelece que o conselho nacional de segurança deve ser consultado quando o artigo 1 for desrespeitado e estudos diriam se haveriam problemas para a segurança nacional.

O estado de Roraima tem 224.298,98 km², juntando todas as suas reservas indígenas somam o total de 46% de seu território (http://www.rr.gov.br/roraima.php?area=dados). Só a reserva Yanomami tem 96.650 km² (parte deles no Estado do Amazonas), fazendo fronteira com a Venezuela do “El Loco” Chávez. Atualmente na América latina essa é a região mais conflituosa pela fronteira com Venezuela, Colômbia e a presença de guerrilheiros, traficantes, fazendeiros, garimpeiros e índios, contando vários interesses em jogo. Em seu discurso o general se referia à criação da reserva indígena Raposa Serra do Sol, extremo norte de Roraima.

Concordo sim que os índios tenham direito a sua reserva, afinal foram os primeiros habitantes daquela terra, mas hoje temos constituído um território nacional e todos que habitam nele são regidos pela mesma lei. O currículo e a experiência do general Augusto Heleno devem ser considerados nesse assunto, ele conhece bem a região e seus problemas, diz o que muitos especialistas afirmam, mesmo que alguns “companheiros” superiores o queiram calado.