sexta-feira, 4 de julho de 2008

Para entender a lei

Por Romero Cruz

Muito se discute a notícia do momento, inclusive aqui no blog. Se me permitem vou retomar esse assunto e não apenas comentar o texto anterior da Tatiana Melim. Primeiramente, é preciso entender que certas leis surgem na tentativa de corrigir situações abusivas e inadmissíveis pela sociedade, que agride a “lei natural de convivência” de um povo, formada por uma cultura moral e histórica. Segundo, muitas “notícias” sobre a “lei seca” ou “tolerância zero” estão distorcidas seguindo opiniões de vários interesses.

Eu tive a oportunidade de morar por um tempo no estado de New Jersey nos Estados Unidos, lá há uma rígida lei no controle do consumo de álcool, e pude constatar os benefícios que esse controle trás para aquela sociedade. Baseado nessa experiência que escrevo sobre esse assunto.

A lei brasileira torna ilegal dirigir com concentração a partir de 2 dg (decigramas) de álcool por litro de sangue. A punição para quem descumprir a lei pode ser a suspensão da carteira de habilitação por um ano, além de multa de R$ 955 e retenção do veículo. Entendemos então que ninguém está sendo proibido de beber (“lei seca”), mas sim de dirigir embriagado, o resultado de álcool e direção todos já sabem.

Quando o estado “concede” uma carteira de habilitação ao cidadão, acredita que este cidadão “tem” plenas condições de conduzir o automóvel, moto, ônibus... Em segurança para todos. Devido a estatísticas e laudos concluímos que a união de direção e álcool não é boa para a segurança de ninguém. Quem duvida, que possa ouvir familiares de vítimas da violência do trânsito.

O ser humano tem uma tendência a resistir à mudança de comportamento, mesmo que essa mudança traga benefícios em longo prazo, preferem manter a sua “liberdade” esquecendo do mal que possa causar a si, e a terceiros. Os principais críticos da lei são donos de estabelecimentos que vendem bebidas alcoólicas e que tem entre seus principais clientes motoristas irresponsáveis e inconsegüentes.

Ouvimos muitas coisas boas dos países do “primeiro mundo”, uma delas são suas leis rígidas e cumprimento destas. Quem sabe poderíamos começar a imitar os bons exemplos de lá. É preciso parar e refletir entre uma punição antes de uma tragédia ou uma impunidade depois. Eu já fiz minha escolha.

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