Por Telma De Luca
Nos últimos anos (menos anos aqui, há mais no exterior), o "dinheiro vivo" vem sendo substituído pelo "dinheiro de plástico". Mais comodidade, menos riscos, praticidade, etc, etc...são inúmeros os pontos a favor desse meio de pagamento. O que poderia ser melhor para dar aos funcionários "de confiança" do Governo do que um cartão ? Contas acompanhadas, gastos discriminados...
Mas aí...vem o governo mais consumista (ops...mas não era comunista?) dos últimos tempos e a farra do cartão reina (os defensores vão dizer: no governo FHC a farra já acontecia....mas, mesmo que já acontecesse, isso justifica alguma coisa ??????Eu erro porque o outro já errou ??).
A princípio, o objetivo era o de pagar despesas urgentes (e, obviamente, relacionadas ao exercício da função. Ou poderiam justificar dizendo "mas eu estava na urgência de beber um uisquínho 15 anos hoje...) sem que o funcionário público tivesse de passar por todo um processo burocrático para pagar um café a algum vistitante oficial. A idéia é ótima.
Agora, me digam: todo ser humano que use cartão de crédito e seja minimamente consciente, confere todas as suas despesas quando a fatura chega, certo ?! Tudo bem que às vezes nem tem o dinheiro para pagar o valor total, percebe que gastou mais do que deveria, promete nunca mais extrapolar, mas...confere. Além d que, os recursos para o pagamento são próprios. E no governo? Eu tenho lido bastante a respeito deste assunto e ainda não encontrei a explicação para o porquê desses gastos "abusivos" não terem sido registrados, denunciados e eliminados antes. Ué, não tem ninguém responsável pelo controle desses cartões ? Ninguém para checar onde o NOSSO dinheiro está sendo gasto ???
Respostas, por favor. Essa não é uma pergunta retórica.
domingo, 10 de fevereiro de 2008
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