Por Telma De Luca
Aproxima-se o Carnaval. E com ele, parece que se aproximam toda a sorte de expectativas. Não sou antropóloga ou socióloga para analisar a fundo a que tipo de comoção esta festa leva as pessoas, mas aos meus olhos de leiga parece que todos esperam por uma espécie de "catarse".
Como se durante 4 ou 5 dias alguma revelação ou transformação irreversível pudesse acontecer na vida de cada um. Como se as esperanças recém-renovadas no Ano-Novo fossem todas refeitas, com a alma lavada, os pés descalços e o corpo suado anunciando que um novo tempo começa a partir de agora, mas... ainda é assim?
Eu admiro o carnaval de rua, a preservação da manifestação cultural é importantíssima. Mas o carnaval como acontece hoje, sinceramente, é deprimente. Movimenta milhões e é baseado em qual lógica ? Ouvir as mesmas músicas ininterruptamente, beijar bocas que não conheço e admirar alguém gritando "sai do chão, sai do chão" como se esse fosse um herói pronto a me levar para outro mundo ou realidade? Isso é triste.
Não odeio Carnaval, não passo o feriado fazendo retiro espiritual, não acho que seja uma "festa do pecado" condenável e admiro o trabalho de formiguinha daqueles que, literalmente, "colocam o bloco na rua". Eu ainda só não sei direito (não?) de onde vem todo esse dinheiro que, curiosamente, também sai limpinho, limpinho depois desses quatro dias. Literalmente, de alma lavada.
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3 comentários:
Eu também não gosto!
Já notou qua a maior festa brasileira é a única que não tem nada para comemorar?
Obrigada por comentar !!
Mas um dia quem sabe eu ainda entenda essa necessidade "feroz" de ser feliz e exorcizar os fantasmas em 4 (5,7,10) dias...e depois ainda somos chamados de ranzinzas...rs
Telma
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