Por Romero Cruz
O político corrupto pensa:
- Todo mundo rouba porque eu não posso? O sistema é assim, outra coisa, é pouquinho comparando com o que os outros roubam. Ninguém vai descobrir e mesmo que descubram não haverá punição, tenho muitos aliados.
O mau professor diz:
- Não ganho para agüentar esses alunos, eles fingem que estudam e eu finjo que ensino.
O oficce boy aprendendo cedo:
- Taxista eu sei que o valor da corrida foi de R$ 50,00, mas faz um recibo de R$ 70,00, por favor.
A mãe ensinando desde cedo:
- Quem é? Filha.
- É a vovó querendo falar com você.
- Diz que a mamãe não está.
O traficante se justificando:
- Aí mano! Apenas toco meu negócio, cigarro e álcool também fazem mal e todo mundo vende. E se vendo é porque os “bacanas” querem comprar.
O pequeno infrator em seu raciocínio:
- Roubo mesmo, sou fruto de uma injustiça social e se o “bacana” anda “nas marcas” eu também vou andar. Se a “casa cair” sou “di menor” e não “pega nada”.
O “bacana” diz:
- É um bando de vagabundos e bandidos, para eles eu quero dois destinos cadeia e cemitério.
O contraventor que falsifica e vende CDs e DVDs pensa:
- Estou desempregado não tenho “istudo” e preciso sustentar minha família, não estou fazendo nada de errado. E porque pagar imposto? Esse governo não faz nada e só rouba.
O racista em suas “idéias”:
- Que morram os, gays, negros e nordestinos!
O líder religioso radical e intolerante em seu sermão:
- Fomos os escolhidos por Deus para salvar a humanidade, você será salvo se crer no nosso Deus, participar da nossa religião e faça a sua contribuição como fidelidade a Deus. Em nenhum outro lugar encontrarás salvação.
Esses são alguns exemplos que não deveriam existir para que o mundo seja melhor e os seres humanos mais felizes.
sábado, 16 de fevereiro de 2008
domingo, 10 de fevereiro de 2008
O carnaval dos cartões corporativos continua...
Por Romero Cruz
- Veja bem companheiro, você será um funcionário com cargo de confiança. E receberá um cartão de crédito corporativo.
- E como devo usar esse cartão?
- Veja, você só poderá usá-lo quando estiver prestando serviço ao governo. Ele foi criado para que tenhamos mais controle com os gastos públicos. Você terá um limite de gastos, se perceberem que você está abusando a coisa pode complicar.
- Então eu posso comprar o que eu quiser até o meu limite?
- Veja bem companheiro, não é bem assim, entende? O cartão é sigiloso, mas é melhor não abusar.
- Tapioca de R$ 8,30 não pode? Almoço de mil reais também não? Superfaturar diárias de hotel nem pensar? Explique-me melhor companheiro?
- Assim dar muito na cara, entende? E o que é da segurança presidencial não pode ser público, entende?
- Mas por quê? E a transparência? Sinceramente companheiro, não estou entendendo bem, nem funcionário de alto escalão eu sou.
- Mas você tem direito, pegue o seu e faça um bom proveito dele, mas não abusa companheiro.
- Tudo bem, eu aceito e tentarei ser ético no uso do meu cartão. Entendo que ele seja importante no controle dos gastos, desde que esse controle seja feito. Entendo também que o quanto mais transparente melhor, assim não haveria abusos no uso. Entendo que deveria ter uma maior fiscalização no uso dos cartões, que mecanismos sejam criados para fiscalizar os mais de 11 mil cartões distribuídos para os funcionários e para terminar que quando houvesse denúncia de uso indevido fosse apurado com veemência e transparência, para que o contribuinte que paga nossos cartões saibam ao menos em que está sendo gasto seu dinheiro. Porque nunca antes na história desse país tivemos tantas denúncias de corrupção. Você concorda companheiro?
- É companheiro, é companheiro...
- Veja bem companheiro, você será um funcionário com cargo de confiança. E receberá um cartão de crédito corporativo.
- E como devo usar esse cartão?
- Veja, você só poderá usá-lo quando estiver prestando serviço ao governo. Ele foi criado para que tenhamos mais controle com os gastos públicos. Você terá um limite de gastos, se perceberem que você está abusando a coisa pode complicar.
- Então eu posso comprar o que eu quiser até o meu limite?
- Veja bem companheiro, não é bem assim, entende? O cartão é sigiloso, mas é melhor não abusar.
- Tapioca de R$ 8,30 não pode? Almoço de mil reais também não? Superfaturar diárias de hotel nem pensar? Explique-me melhor companheiro?
- Assim dar muito na cara, entende? E o que é da segurança presidencial não pode ser público, entende?
- Mas por quê? E a transparência? Sinceramente companheiro, não estou entendendo bem, nem funcionário de alto escalão eu sou.
- Mas você tem direito, pegue o seu e faça um bom proveito dele, mas não abusa companheiro.
- Tudo bem, eu aceito e tentarei ser ético no uso do meu cartão. Entendo que ele seja importante no controle dos gastos, desde que esse controle seja feito. Entendo também que o quanto mais transparente melhor, assim não haveria abusos no uso. Entendo que deveria ter uma maior fiscalização no uso dos cartões, que mecanismos sejam criados para fiscalizar os mais de 11 mil cartões distribuídos para os funcionários e para terminar que quando houvesse denúncia de uso indevido fosse apurado com veemência e transparência, para que o contribuinte que paga nossos cartões saibam ao menos em que está sendo gasto seu dinheiro. Porque nunca antes na história desse país tivemos tantas denúncias de corrupção. Você concorda companheiro?
- É companheiro, é companheiro...
Seu cartão é bem-vindo neste estabelecimento.
Por Telma De Luca
Nos últimos anos (menos anos aqui, há mais no exterior), o "dinheiro vivo" vem sendo substituído pelo "dinheiro de plástico". Mais comodidade, menos riscos, praticidade, etc, etc...são inúmeros os pontos a favor desse meio de pagamento. O que poderia ser melhor para dar aos funcionários "de confiança" do Governo do que um cartão ? Contas acompanhadas, gastos discriminados...
Mas aí...vem o governo mais consumista (ops...mas não era comunista?) dos últimos tempos e a farra do cartão reina (os defensores vão dizer: no governo FHC a farra já acontecia....mas, mesmo que já acontecesse, isso justifica alguma coisa ??????Eu erro porque o outro já errou ??).
A princípio, o objetivo era o de pagar despesas urgentes (e, obviamente, relacionadas ao exercício da função. Ou poderiam justificar dizendo "mas eu estava na urgência de beber um uisquínho 15 anos hoje...) sem que o funcionário público tivesse de passar por todo um processo burocrático para pagar um café a algum vistitante oficial. A idéia é ótima.
Agora, me digam: todo ser humano que use cartão de crédito e seja minimamente consciente, confere todas as suas despesas quando a fatura chega, certo ?! Tudo bem que às vezes nem tem o dinheiro para pagar o valor total, percebe que gastou mais do que deveria, promete nunca mais extrapolar, mas...confere. Além d que, os recursos para o pagamento são próprios. E no governo? Eu tenho lido bastante a respeito deste assunto e ainda não encontrei a explicação para o porquê desses gastos "abusivos" não terem sido registrados, denunciados e eliminados antes. Ué, não tem ninguém responsável pelo controle desses cartões ? Ninguém para checar onde o NOSSO dinheiro está sendo gasto ???
Respostas, por favor. Essa não é uma pergunta retórica.
Nos últimos anos (menos anos aqui, há mais no exterior), o "dinheiro vivo" vem sendo substituído pelo "dinheiro de plástico". Mais comodidade, menos riscos, praticidade, etc, etc...são inúmeros os pontos a favor desse meio de pagamento. O que poderia ser melhor para dar aos funcionários "de confiança" do Governo do que um cartão ? Contas acompanhadas, gastos discriminados...
Mas aí...vem o governo mais consumista (ops...mas não era comunista?) dos últimos tempos e a farra do cartão reina (os defensores vão dizer: no governo FHC a farra já acontecia....mas, mesmo que já acontecesse, isso justifica alguma coisa ??????Eu erro porque o outro já errou ??).
A princípio, o objetivo era o de pagar despesas urgentes (e, obviamente, relacionadas ao exercício da função. Ou poderiam justificar dizendo "mas eu estava na urgência de beber um uisquínho 15 anos hoje...) sem que o funcionário público tivesse de passar por todo um processo burocrático para pagar um café a algum vistitante oficial. A idéia é ótima.
Agora, me digam: todo ser humano que use cartão de crédito e seja minimamente consciente, confere todas as suas despesas quando a fatura chega, certo ?! Tudo bem que às vezes nem tem o dinheiro para pagar o valor total, percebe que gastou mais do que deveria, promete nunca mais extrapolar, mas...confere. Além d que, os recursos para o pagamento são próprios. E no governo? Eu tenho lido bastante a respeito deste assunto e ainda não encontrei a explicação para o porquê desses gastos "abusivos" não terem sido registrados, denunciados e eliminados antes. Ué, não tem ninguém responsável pelo controle desses cartões ? Ninguém para checar onde o NOSSO dinheiro está sendo gasto ???
Respostas, por favor. Essa não é uma pergunta retórica.
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