Por Tatiana Melim
A lei “Tolerância Zero”, que prevê multa, apreensão do veículo, perda da carteira e até prisão do motorista que apresentar até 2 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a menos de um copo de chopp), foi aprovada na última sexta-feira (21/06).
Segundo reportagem da Folha On-line, após 3 dias de sancionada a lei, cerca de 42 pessoas foram presas em todo o país. Assim, a discussão a cerca do assunto começou a “estourar”.
Pois bem, todos concordam que alguma medida precisa ser tomada para diminuir os acidentes no trânsito. Mas, acreditar que ninguém mais vai beber e dirigir é ilusão. Não bastam leis que contribuem com mais arrecadação para a esfera pública, é necessário soluções mais trabalhosas como educação e conscientização que, claro, são mais caras do que aprovar uma lei.
Inclusive, seria perfeito se todas as leis fossem feitas para o benefício da sociedade e não em benefício daqueles que confundem o público com o privado e usam as leis para interesses próprios. Dessa forma, infelizmente, acabamos vivendo a “lei” do mais forte e ficamos com a sensação da injustiça e da impunidade.
Diversas vezes pensei: a lei me atinge e atinge aquele cara também que está sendo esculachado pela polícia, e este, por sua vez, tem a lei a seu favor. Não quero generalizar, pois claro que cada caso é um caso. Mas, acredito que muitos já passaram por essa sensação: injustiça e impunidade.
Então, basta analisarmos esse caso, tentarmos interpretar e entender o que é preciso ser feito. Precisamos enxergar além do lide* das matérias jornalísticas. Inclusive, é a intenção deste blog, tentar fazer algumas breves leituras sobre os fatos e abrir para a discussão democrática. Assim, nos perguntamos: uma lei irá resolver a questão?
*Lide: estrutura robotizada e ensinada nas escolas de jornalismo como padrão para apresentação de uma notícia. O lide corresponde às respostas que encontramos no primeiro parágrafo de uma matéria, no qual contém as respostas: O que? Como? Quando? Onde? Por quê? Quem?
A lei “Tolerância Zero”, que prevê multa, apreensão do veículo, perda da carteira e até prisão do motorista que apresentar até 2 decigramas de álcool no sangue (o equivalente a menos de um copo de chopp), foi aprovada na última sexta-feira (21/06).
Segundo reportagem da Folha On-line, após 3 dias de sancionada a lei, cerca de 42 pessoas foram presas em todo o país. Assim, a discussão a cerca do assunto começou a “estourar”.
Pois bem, todos concordam que alguma medida precisa ser tomada para diminuir os acidentes no trânsito. Mas, acreditar que ninguém mais vai beber e dirigir é ilusão. Não bastam leis que contribuem com mais arrecadação para a esfera pública, é necessário soluções mais trabalhosas como educação e conscientização que, claro, são mais caras do que aprovar uma lei.
Inclusive, seria perfeito se todas as leis fossem feitas para o benefício da sociedade e não em benefício daqueles que confundem o público com o privado e usam as leis para interesses próprios. Dessa forma, infelizmente, acabamos vivendo a “lei” do mais forte e ficamos com a sensação da injustiça e da impunidade.
Diversas vezes pensei: a lei me atinge e atinge aquele cara também que está sendo esculachado pela polícia, e este, por sua vez, tem a lei a seu favor. Não quero generalizar, pois claro que cada caso é um caso. Mas, acredito que muitos já passaram por essa sensação: injustiça e impunidade.
Então, basta analisarmos esse caso, tentarmos interpretar e entender o que é preciso ser feito. Precisamos enxergar além do lide* das matérias jornalísticas. Inclusive, é a intenção deste blog, tentar fazer algumas breves leituras sobre os fatos e abrir para a discussão democrática. Assim, nos perguntamos: uma lei irá resolver a questão?
*Lide: estrutura robotizada e ensinada nas escolas de jornalismo como padrão para apresentação de uma notícia. O lide corresponde às respostas que encontramos no primeiro parágrafo de uma matéria, no qual contém as respostas: O que? Como? Quando? Onde? Por quê? Quem?