Revisitei a Estação Pinacoteca, no prédio onde funcionava o DOPS (Departamento de Ordem Política e Social). A arquitetura é bela, o edifício, projetado por Ramos de Azevedo, serviria à Companhia de Trens Sorocabana, mas sua finalidade acabou sendo a de abrigar o órgão de controle, responsável por coibir práticas "perigosas" que, como seu proprio nome diz, colocassem em risco a ordem política e social.
É impressioante pensar como se vivia, sob o jugo de um poder violento e de voz unilateral. Aos que tentavam reagir, prisões, torturas, deportações, morte. Um período sombrio e que pode ser sentido assim que entramos no prédio. As celas propriamente ditas ficavam em um "anexo", separadas do local onde as torturas eram levadas a cabo.É um lugar pequeno, mas nesses poucos metros a sensação de incômodo é grande, mesmo sendo um ambiente arejado e iluminado, provavelmente muito diferente do que era na época. As paredes foram encobertas com tinta cinza, não se pode mais ver o que os presos escreveram em seus momentos de desespero e solidão. Muitos documentos se perderam, pude ler em um jornal que estava à disposição que boa parte foi entregue ao público alguns anos depois da extinção do DOPS.
Nomes importantes do cenário político, cultural e religioso passaram por lá: Luis Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Raul Cortez, Ulisses Guimarães, Monteiro Lobato,D. Paulo Evaristo Arns. Há o nome deles registrado e acesso ao número do seu prontuário disponível no Arquivo Estadual. O espaço agora chama-se "Memorial da Resistência", nome que veio, a pedido dos ex-presos políticos, a substituir o poético e pouco apropriado "Memorial da Liberdade" .
É importante que ese local seja mantido, que a memória deste período importante da história recente do País seja preservada e que se busque entender os mecanismos através dos quais foi possível manter uma situação como aquela por mais de 20 anos.
Conheçam, vale a pena. Além do Memorial, há a exposição permanente " Direito à Memória e à Liberdade - a Ditadura no Brasil 1964-1985" e também exposições de arte temporárias. O endereço é Largo General Osório, no bairro da Luz. Funciona de terça a domingo, das 10 às 17:30 e a entrada é franca.
É impressioante pensar como se vivia, sob o jugo de um poder violento e de voz unilateral. Aos que tentavam reagir, prisões, torturas, deportações, morte. Um período sombrio e que pode ser sentido assim que entramos no prédio. As celas propriamente ditas ficavam em um "anexo", separadas do local onde as torturas eram levadas a cabo.É um lugar pequeno, mas nesses poucos metros a sensação de incômodo é grande, mesmo sendo um ambiente arejado e iluminado, provavelmente muito diferente do que era na época. As paredes foram encobertas com tinta cinza, não se pode mais ver o que os presos escreveram em seus momentos de desespero e solidão. Muitos documentos se perderam, pude ler em um jornal que estava à disposição que boa parte foi entregue ao público alguns anos depois da extinção do DOPS.
Nomes importantes do cenário político, cultural e religioso passaram por lá: Luis Inácio Lula da Silva, Geraldo Alckmin, Raul Cortez, Ulisses Guimarães, Monteiro Lobato,D. Paulo Evaristo Arns. Há o nome deles registrado e acesso ao número do seu prontuário disponível no Arquivo Estadual. O espaço agora chama-se "Memorial da Resistência", nome que veio, a pedido dos ex-presos políticos, a substituir o poético e pouco apropriado "Memorial da Liberdade" .
É importante que ese local seja mantido, que a memória deste período importante da história recente do País seja preservada e que se busque entender os mecanismos através dos quais foi possível manter uma situação como aquela por mais de 20 anos.
Conheçam, vale a pena. Além do Memorial, há a exposição permanente " Direito à Memória e à Liberdade - a Ditadura no Brasil 1964-1985" e também exposições de arte temporárias. O endereço é Largo General Osório, no bairro da Luz. Funciona de terça a domingo, das 10 às 17:30 e a entrada é franca.